Cuidados

Perigos das dietas sem orientação médica

As dietas sem orientação médica, infelizmente, são muito comuns. Sobretudo quando o verão se aproxima e as pessoas planejam viagens para a praia ou marcam presença em piscinas.

A exposição do corpo acaba criando inseguranças e motivando esse tipo de prática. No entanto, são dietas perigosas e devem ser evitadas ao máximo.

Mesmo para quem não se preocupa com a saúde, há grandes chances de obter o efeito contrário com essas dietas e, neste artigo, você vai entender como.

As consequências para a saúde

Sem sombra de dúvidas, o principal problema nas dietas para emagrecimento sem prescrição médica é a falta de nutrientes. Os efeitos negativos são facilmente notados pelos praticantes dessas dietas.

Há menor qualidade no sono, unhas quebradiças, queda de cabelo, cansaço constante e outros sintomas de que algo está muito errado na alimentação. Para a manutenção da vida, é essencial que sejam consumidos nutrientes, que se dividem em:

  • Água;
  • Carboidratos;
  • Proteína;
  • Lipídeos;
  • Minerais;
  • Vitaminas.

Além deles, o consumo de fibra alimentar é essencial para se manter saudável. Cada um possui uma função específica no corpo e precisa ser consumido na quantidade adequada. Os carboidratos são como o combustível dos humanos, são a principal fonte de energia para as atividades diárias.

Nesse ponto, percebe-se como algumas dessas dietas são nocivas. Muitas delas cortam por completo o consumo de carboidrato, o que justifica a sensação de cansaço constante, o excesso de sono e até mesmo eventuais desmaios. O corpo fica sem energia.

A dica é não cortar os carboidratos, mas consumidor os certos. Não consumir a farinha branca é uma ótima dica para quem deseja emagrecer. Ela pode ser substituída por legumes ricos em carboidrato, como a batata, por exemplo.

As castanhas também são uma ótima saída para emagrecer sem abrir mão de nutrientes, assim como mel e geleias. Já as proteínas têm consumo incentivado na maioria das dietas.

Sua função no corpo é estrutural, formando a maioria dos tecidos. Elas também compõem enzimas e hormônios, além de formarem anticorpos.

Sempre que se pensa nas proteínas, as carnes são os primeiros exemplos em mente. Entretanto, existem outros alimentos riscos em proteína, como a soja, o feijão, o brócolis e as nozes.

Os lipídeos são odiados por todas as dietas restritivas para emagrecimento rápido. Muitas pessoas genuinamente acreditam que eles devem ser excluídos da dieta, mas isso é um grande equívoco.

Mais do que reservar energia em forma de gordura, os lipídeos formam as membranas celulares e os hormônios. A falta de lipídeo pode resultar em problemas hormonais sérios, algumas mulheres chegam a parar de menstruar. Além disso, são essenciais para a transmissão de impulsos nervosos.

Os minerais estão muito presentes em verduras e possuem funções muito especificas no metabolismo. Um ótimo exemplo é o cálcio, conhecido por fortalecer os ossos.

Já as vitaminas estão presentes nos alimentos naturais, com destaque para frutas e também tem funções específicas. O consumo desses alimentos também previne a falta de fibra, que resulta em problemas como a prisão de ventre e excesso de fome.

Os resultados desejados

Pensando nos efeitos negativos das dietas restritivas e sem acompanhamento de profissional adequado, pode-se ir além das questões de saúde. É muito provável que os efeitos desejados não sejam alcançados.

Ao passar longos períodos sem se alimentar e consumir apenas itens específicos, há grandes chances de obter o resultado contrário ao desejado.

Sem uma dieta nutricionista, o corpo entende que há dificuldades de alimentação e se prepara para sobreviver a escassez.

A consequência é reter o máximo possível de gordura e administrar melhor as reservas de energia, evitando gastá-las para sobreviver por mais tempo. O resultado é uma imensa dificuldade para emagrecer ou mesmo engordar.

Além disso, todas as restrições podem culminar em episódios de compulsão alimentar.

A necessidade de nutrientes e energia pode levar a uma espécie de surto, no qual se come o máximo de alimentos possível, sobretudo ricos em gordura e açúcar, que parecem mais atrativos nessas ocasiões.

Além da terrível sensação de culpa, existe o efeito rebote, ou seja, o corpo vai reter o máximo que puder desse surto.  Por fim, é importante notar que, quando não há dieta e saude, a dieta pode evoluir para um distúrbio alimentar.

A anorexia e a bulimia são os exemplos mais comuns e quando evoluem se tornam crônicos, em alguns casos deixando sequelas irreversíveis ou sendo fatais.

 

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