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Estilo de vida fitness: moda ou saúde?

Em dez anos, a obesidade cresceu impressionantes 60% no Brasil. É o que afirma o Ministério da Saúde, que levantou uma série de estatísticas a respeito do assunto a partir da análise de dados coletados entre os anos 2006 e 2016. Neste último ano, a porcentagem de obesos beirava aos 60%.

Isso, por sua vez, compromete seriamente a qualidade de vida da população em geral. A estética não é, nem de longe, o único problema, pois estar acima do peso também aumenta as chances de ser diagnosticado com doenças como diabetes, distúrbios lipídicos no sangue (colesterol ruim alto e colesterol bom baixo), distúrbios do sono e até mesmo problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade.

Visando mudar este quadro, muitas pessoas que estão obesas investem em um dieta para emagrecer, bem como uma rotina de exercícios rigorosos.

O problema é que uma fatia considerável destes indivíduos leva a nova rotina muito a sério no início, mas não a incorpora como estilo de vida.

Consequentemente, os quilos perdidos tendem a voltar – junto com alguns extras. Apesar disso, ser radical tampouco é o caminho, pois aqui, equilíbrio é a palavra de ordem.

Quer aprender mais a respeito da fronteira entre a vida fit e a moda, bem como seus excessos? Continue lendo este artigo.

Os benefícios de um estilo de vida saudável

Alimentar-se bem e praticar exercícios físicos regularmente é algo que é de fato benéfico para o organismo. Entre as vantagens disso, estão:

  • Facilidade para manter-se no peso ideal;

  • Um estado de saúde geral melhorado;

  • Saúde mental melhorada;

  • Aumento na expectativa de vida;

  • Envelhecimento reduzido.

Vale ressaltar que, quando os especialistas no assunto mencionam a alimentação saudavel, eles se referem a um cardápio repleto de alimentos pouco processados, naturais e, de preferência, sem agrotóxicos. Na prática, isso significa investir em carboidratos integrais, proteínas magras e muitos legumes.

Embarcar na moda não adianta

De uns anos para cá, nota-se o aumento exponencial de influenciadores digitais que trabalham com o nicho do estilo de vida fitness.

Isso significa que eles vivem em função de um consumo de alimentos meticulosamente planejado, de rotinas de exercícios extremamente exigentes e do consumo de produtos específicos para tal, como relógios que monitoram uma série de indicadores corporais.

Isso, por sua vez, motiva cada vez mais pessoas “comuns” a embarcar nessa tendência. O problema é que adotar este estilo de vida simplesmente para entrar na moda é extremamente prejudicial para o corpo.

Afinal, quando isso acontece, a tendência é que a pessoa consiga manter esta rotina por um período curto, retornando aos velhos hábitos em muito pouco tempo. Isso, por sua vez, causa o famosos efeito sanfona: um ciclo vicioso e emagrecimento e ganho de peso.

Para evitá-lo, existem pessoas que vão além do que simplesmente fazer uma dieta para emagrecer: elas restringem seu cardápio ao máximo, cortando grupos alimentares interiores e limitando o consumo de certos nutrientes.

Como veremos a seguir, isso também é prejudicial.

 

É preciso ter cuidado com os excessos

Nos últimos anos, especialistas têm analisado um fenômeno preocupante, pois além de a obesidade crescer, a taxa de distúrbios alimentares também apresenta tendência ao aumento. De acordo com a Academia Americana de Pediatria, a incidência destes males cresceu 119% entre os anos de 1999 e 2006.

Profissionais da área da saúde afirmam que a moda do estilo de vida saudável é um dos fenômenos por trás dessa estatística. Para eles, os influenciadores que atuam na área, bem como as peças publicitárias, pregam um padrão corporal inatingível para boa parte da população.

O resultado é que cada vez mais pessoas cruzam a fronteira entre a preocupação com a saúde e a obsessão com o corpo. Por mais que esse cenário prevaleça entre as mulheres, os homens tendem a sofrer de um mal diferente: a ortorexia.

Quem sofre desta doença adquire uma compulsão irrefreável para ficar maior e mais musculoso – o que, por sua vez, aumenta as chances de consumo de anabolizantes.

Para evitar qualquer excesso ou hábito que ponha a saúde em risco, é fundamental que qualquer mudança alimentar ou na rotina de exercícios seja acompanhada por um profissional qualificado (um nutricionista e um educador físico, respectivamente).

Eles proporcionarão toda a orientação necessária para que o paciente atinja seus objetivos da maneira mais eficiente possível, mas sem adotar ações que possam prejudicar o funcionamento de seu organismo.

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