Alimentação

Dieta cetogênica: o que é e como fazer

Há diversos motivos que nos fazem procurar por uma nova dieta alimentar. Pode ser para perder ou ganhar peso, regular taxas de colesterol, triglicerídeos e glicose, melhorar as condições físicas e metabólicas etc.

Seja qual for, haverá sempre um caminho a ser trilhado em busca dos seus objetivos. Exemplo disso é a chamada dieta cetogênica, capaz de atender, principalmente, pessoas que desejam perder peso de forma relativamente rápida e eficaz.

Nela, os alimentos ricos em gorduras têm privilégio diante dos demais – como é o caso da carne vermelha, dos óleos vegetais e das oleaginosas.

Pensando nisso, hoje vamos explicar para você o que é a dieta cetogênica, como ela funciona, quais alimentos são permitidos ou proibidos nesse regime alimentar, quais cuidados se deve ter em relação à dieta e se existem riscos quanto à sua implementação.

O que é dieta cetogênica?

O corpo humano é uma máquina perfeita, que funciona a partir da queima de energia proveniente dos alimentos, especialmente dos carboidratos.

Quando o organismo não encontra esse tipo de “matriz energética”, ele precisa fazer um movimento diferente do habitual, queimando gordura no lugar de carboidrato.

É daí que surge o conceito de cetose, um processo do organismo que objetiva produzir energia a partir de gordura quando não há glicose suficiente disponível.

Assim, a cetose pode acontecer devido a períodos de jejum ou como consequência de uma dieta restrita e pobre em carboidrato.

A cetose ocorre quando há queima de gordura de maneira induzida por conta da redução ou eliminação de alimentos ricos em carboidratos que, geralmente, fazem parte da nossa alimentação diária, como:

  • Pão francês;
  • Sorvete;
  • Refrigerante;
  • Chocolate;
  • A maior parte dos grãos;
  • Açúcar.

A dieta cetogênica é, portanto, rica em gorduras (também chamadas de lipídios), moderada em proteínas e baixa em carboidratos. Sendo assim, sua ação inverte a lógica do organismo humano e o força a queimar a gordura presente em determinados alimentos.

Como funciona a dieta cetogênica?

Como já foi dito anteriormente, esse regime alimentar é baseado no uso majoritário de alimentos ricos em gorduras.

Ela segue uma quantidade moderada de proteínas e do mínimo possível de carboidratos (10% a 15% das calorias diárias consumidas, o que equivale a 20 a 50 gramas por dia).

São exemplos de alimentos ricos em gordura (tanto saturada quanto insaturada): 

  • Oleaginosas (castanhas e nozes);
  • Carnes (de boi, frango, peixe, porco);
  • Queijos;
  • Manteiga Ghee;
  • Requeijão;
  • Óleos vegetais (de azeite, coco, linhaça);
  • Ovos de galinha;
  • Abacate;
  • Folhas escuras (brócolis e espinafre);
  • Embutidos.

Mesmo quando se trata de verduras, o controle de carboidratos deve ser feito de maneira mais rigorosa.

Nesse sentido, recomenda-se o uso de couve-flor, repolho, berinjela e alface. Carboidratos advindos de cereais, leguminosas e tubérculos, como arroz, feijão e batata, também devem ser reduzidos ao máximo.

Já em relação aos alimentos proibidos, podemos listar todos os carboidratos de fácil absorção, como (farinha de coco, trigo, milho mostarda e mel ou aveia), banana, batata-doce, açúcar, chocolate, leite de vaca e qualquer tipo de bebida alcoólica.

Efeitos desse tipo de dieta

O principal efeito da dieta cetogênica é a perda relativamente rápida de peso e gordura corporal, sendo uma opção interessante para quem está buscando alternativas eficientes para controlar o sobrepeso e a obesidade.

No entanto, é importante que haja o acompanhamento de um nutrólogo ou nutricionista.

Há estudos que falam dos benefícios dessa dieta para pacientes com epilepsia de difícil controle, bem como para quem tem doenças associadas a problemas de ordem neurológica.

Isso porque tal dieta poderia ajudar na diminuição da excitabilidade neuronal (que induz às convulsões). Porém, não é todo mundo que pode aderir à dieta cetogênica.

Idosos com mais de 65 anos, grávidas e lactantes, crianças e adolescentes, além de pacientes com diabetes, problemas cardiovasculares, histórico de doenças nos rins ou no fígado e pessoas com baixo peso fazem parte do grupo em que tal regime é contraindicado.

Seja qual for a sua escolha, ao optar por fazer um regime alimentar, seja ele qual for, é importante consultar seu médico. Ele vai analisar quais as dietas mais indicadas para você, conforme suas necessidades e características pessoais.